Fraudes Corporativas

Fraudes

De acordo com o dicionário da língua portuguesa fraude é definida como toda ação ou comportamento desonesto e ardiloso com intenção de enganar alguém e causar-lhe prejuízo; intenção de procurar uma vantagem indevida, patrimonial ou não; ação de falsificar qualquer coisa (produtos, documentos, marcas, etc.); inserção de mercadorias estrangeiras sem o pagamento de impostos, contrabando.

O Código Penal Brasileiro, nos artigos 171 a 179 prevê diversas modalidades de fraude, comparadas ao estelionato.

Os crimes corporativos, ou seja, aqueles cometidos dentro das organizações, independente do porte ou ramo de negócio, são representados principalmente por ações fraudulentas.

Mundialmente, as empresas experimentam consideráveis prejuízos decorrentes das mais diversas formas de fraudes, sejam elas geradas pelo público interno ou pelo público externo, ou até em conluio dos dois segmentos apontados.

Podemos enquadrar os diversos tipos de fraudes em seis grandes grupos:

1. Apropriação fraudulenta por funcionários – direta (quando furtam dinheiro, material, ferramentas ou outros ativos da empresa) ou indireta (quando o funcionário recebe comissões ou propinas de fornecedores);

2. Fraude gerencial – difere pela natureza e pelo método. Ocorre quando os balanços são manipulados para enganar o investidor quanto a situação real da empresa;

3. Fraude de investimentos – ocorre quando ações ou quotas que não têm valor são vendidas como boas a investidores;

4. Fraude de fornecedores – quando um ou mais fornecedores se juntam para superfaturar o preço de bens ou serviços ou entregar mercadorias de baixa qualidade;

5. Fraude do consumidor – ocorre quando o consumidor não paga pelos bens ou serviços recebidos;

6. Fraudes diversas – difere das outras porque não envolvem ganho financeiro e têm outras origens.

Um conjunto de medidas preventivas deve ser implantado ancorado em um diagnóstico prévio dos processos envolvidos com a identificação das causas, estabelecendo-se a priorização das ações céleres, econômicas e eficientes para mitigá-las.

Um sistema detectivo de fraudes só será eficiente se houver integração do conhecimento do investigador e ou auditor de inúmeras disciplinas e considerarmos a importância do levantamento e estudo dos fatores motivacionais e do perfil do fraudador, para, à partir de indícios, traçar táticas e iniciar a investigação.

Fernando Vieira

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